
A vida útil dos pneus depende de uma manutenção cuidadosa do motorista. Nesta área, a ANIP orienta sobre limite de segurança, pressão, o rodízio de pneus e dicas importantes para evitar o desgaste dos pneus.
O que a maioria dos usuários esquece é que o pneu não é só um componente importante para a performance do transporte, mas essencial à segurança. Fabricado para atender os hábitos de consumo, as condições climáticas e as características do sistema viário existente em cada país, o pneu é parte fundamental do cotidiano das pessoas.
Esse item básico da composição de um veículo é utilizado desde o lazer de uma família até práticas de serviços à sociedade como o transporte de pessoas e de carga. Para garantir a confiabilidade dos pneus dos carros de passeio, ônibus e caminhões, a indústria de pneumáticos realiza investimentos constantes em novas tecnologias, com o desenvolvimento de novos produtos que possam atender às exigências do consumidor.
Os fabricantes destacam como ponto importante a qualidade e a distinção dos materiais responsáveis pela produção dos pneus automotivos, que possuem certificação compulsória pelo INMETRO. Além disso, os pneus contam com a certificação da União Européia e do DOT – Departament of Transportation – dos Estados Unidos, condição essencial para a exportação desses pneus. O usuário do pneu conta também com garantia de cinco anos contra defeitos de fabricação.
Outro fator importante dos pneus são as informações nas laterais, dados imprescindíveis para controle do consumidor quanto à origem do pneu (data de fabricação, tipo de pneu, nome do fabricante, entre outros).
Cuidados como evitar a sobrecarga e a periódica manutenção dos pneus garantem a segurança de seus usuários, oferecendo rendimento e economia de combustível para carros e caminhões.
O desgaste máximo do pneu (limite de segurança) é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado "careca". A resolução do Contran 558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal. O veículo pode ser apreendido.
Os pneus vêm com ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite de segurança sem ter que se usar um medidor. Por isso, o motorista pode vistoriar bem o pneu periodicamente, sem necessidade de se deslocar a um estabelecimento comercial.
Veja as implicações do uso de pneus abaixo do limite:
Vários componentes mecânicos do veículo podem interferir na quilometragem dos pneus, ocasionando também desgastes prematuros e insegurança. Amortecedores ou molas, freios, rolamentos, eixos e rodas agem diretamente sobre os pneus.
O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu.
Deve-se balancear as rodas sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu, ou a cada 10.000 km rodados.
Desvios mecânicos provocam desgastes prematuros de pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro.
Deve-se alinhar o veículo quando sofrer impactos na suspensão, na troca de pneus ou quando apresentarem desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver puxando para um lado, ou a cada 10.000 km.
Baixa Pressão
O descuido com a calibragem dos pneus traz sérias conseqüências para a durabilidade do produto. A baixa pressão é um dos inimigos do pneu. Apresenta vários problemas, envolvendo inclusive riscos de segurança, como:
Os problemas de excesso de pressão são menores do que os da falta de pressão:
O rodízio serve para compensar a diferença de desgaste dos pneus, permitindo mais durabilidade e eficiência. Proporciona também melhor estabilidade, especialmente em curvas e freadas.
Para evitar que o pneu tenha desgaste excessivo e desnecessário, há algumas recomendações valiosas:
